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À Justiça, jovem envenenado com açaí em SP diz que mantém relacionamento com acusada: 'Não tenho medo dela'

Jovem envenenado com copo de açaí em Ribeirão Preto mantém relacionamento com acusada “Não tenho medo dela”, disse Adenilson Ferreira Parente, vítima ...

À Justiça, jovem envenenado com açaí em SP diz que mantém relacionamento com acusada: 'Não tenho medo dela'
À Justiça, jovem envenenado com açaí em SP diz que mantém relacionamento com acusada: 'Não tenho medo dela' (Foto: Reprodução)

Jovem envenenado com copo de açaí em Ribeirão Preto mantém relacionamento com acusada “Não tenho medo dela”, disse Adenilson Ferreira Parente, vítima do caso do açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP), ao defender em depoimento à Justiça a namorada, Larissa de Souza Batista, acusada de tentar matá-lo. Durante a audiência de instrução, Adenilson afirmou que não acredita que Larissa tenha colocado veneno no açaí, disse que não sabe como a substância foi parar no copo e relatou que ela foi quem pediu ajuda quando ele começou a passar mal. O apoio de Adenilson foi determinante para o Ministério Público se manifestar a favor da revogação da prisão preventiva e da concessão de liberdade provisória a Larissa. A decisão, no entanto, cabe à Justiça, que ainda vai avaliar o pedido da defesa. Ao g1, o promotor Eliseu Berardo Gonçalves afirmou que, se Adenilson tivesse dito que tinha medo da ré ou que temia pela própria vida, a situação seria diferente. Segundo ele, o depoimento da vítima pesou na manifestação. “Poderia haver perigo para ele, para o Adenilson, a soltura dela. Mas, como ele vai continuar morando com ela, ele não tem medo nenhum, temor nenhum, então pesou”, disse o promotor. Larissa está presa preventivamente desde abril na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP). Na audiência, Larissa afirmou que colocou leite condensado no açaí, tese contestada pela acusação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Vítima de tentativa de envenenamento com copo de açaí mantém relacionamento com acusada Reprodução/EPTV Defesa de Larissa no depoimento Adenilson afirmou à Justiça que conviveu com Larissa por três anos e que, pela relação entre os dois, não acredita que ela tenha tentado matá-lo. Questionado se sabia como o veneno foi parar no copo, ele respondeu que não. “Não sei. Não tenho suspeita nenhuma.” Adenilson também disse que não pretende romper o relacionamento caso Larissa seja solta. Ele negou que o casal tivesse brigado no dia em que ele passou mal e afirmou que os dois não tinham problemas financeiros. Também disse que Larissa não pedia dinheiro de forma excessiva e que não havia seguro de vida, seguro de carro, seguro de acidente ou outro benefício em nome dele que pudesse favorecê-la. Açaí lacrado e ida à loja No depoimento, Adenilson disse que ele e Larissa compraram dois copos de açaí por aplicativo e foram juntos buscar o pedido. Segundo ele, Larissa abriu um dos copos na frente dele e comeu o produto. Adenilson afirmou que só consumiu o outro copo depois, quando voltou para casa após buscar um carro que havia comprado. Ele disse que pegou o açaí na geladeira, ainda dentro do saquinho e com lacre, e abriu o copo antes de começar a comer. Adenilson contou que sentiu um gosto estranho, mas que, naquele momento, não imaginou que pudesse ser veneno. Depois disso, ele e Larissa voltaram à loja para reclamar. Questionado se Larissa tentou impedi-lo de falar com funcionários do estabelecimento, Adenilson negou. “Em nenhum momento.” Imagens de câmeras de segurança em loja onde Larissa comprou açaí consumido pelo namorado, que passou mal em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/ EPTV Socorro após mal-estar Adenilson afirmou que, após reclamar na loja, voltou para casa, tomou banho e jantou antes de começar a passar mal. Segundo ele, os sintomas começaram de repente, com febre, calafrio e escurecimento da visão. Adenilson disse que Larissa foi quem sugeriu ligar para o irmão dele para pedir ajuda. “Foi ela que pediu para ligar para o meu irmão para levar no hospital.” Ele afirmou que o irmão chegou rapidamente e o levou ao hospital, junto com outros familiares e Larissa. Durante o depoimento, Adenilson disse que ficou cinco dias entubado e outros cinco em recuperação. Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós Reprodução/g1 MP mantém acusação Apesar de se manifestar a favor da soltura de Larissa, o Ministério Público mantém a acusação contra ela. O promotor Eliseu Berardo Gonçalves afirmou que vai pedir a pronúncia da ré, ou seja, que ela seja levada a júri popular. Caberá ao Tribunal do Júri decidir se Larissa tentou matar Adenilson, se houve outro crime ou se ela não teve participação no caso. Larissa é acusada pelo MP de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. LEIA MAIS 'Era leite condensado', diz acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado em SP Justiça ouve testemunhas, vítima e acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado em SP MP acusa jovem de arquitetar plano para matar namorado com açaí envenenado Açaí com chumbinho: Ministério Público pede novos depoimentos de vítima e testemunhas Larissa de Souza em depoimento Reprodução/EPTV O que diz a defesa Em nota, a advogada Jéssica Nozé informou que apresentou pedido de liberdade provisória com base em elementos colhidos durante a audiência de instrução. Segundo a defesa, os depoimentos demonstraram que Larissa não representa risco às testemunhas, à instrução do processo nem à vítima. A advogada também afirmou que Larissa e Adenilson disseram em juízo que continuam juntos e que pretendem voltar a morar juntos caso ela seja solta. A defesa destacou que a concordância do Ministério Público com a possibilidade de Larissa responder em liberdade não significa concordância sobre o mérito da acusação. “O promotor segue firme com a acusação, enquanto a defesa segue intransigente com as teses defensivas”, informou a advogada. A defesa disse ainda que vai pedir a absolvição e a impronúncia de Larissa, o que significa que ela não seja levada a júri popular. Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Relembre o caso O caso aconteceu em 5 de fevereiro, depois que Adenilson, de 27 anos, passou mal ao comer um açaí comprado por Larissa em uma loja na Avenida Barão do Bananal, na zona Leste de Ribeirão Preto. No inquérito, a Polícia Civil indiciou Larissa por tentativa de homicídio depois que análises confirmaram a presença de chumbinho no açaí. Segundo a investigação, câmeras de segurança descartaram manipulação do produto dentro da loja e reforçaram a suspeita de que Larissa mexeu no copo consumido pelo namorado. A denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça, que decretou a prisão preventiva de Larissa em abril. Durante o processo, Larissa negou ter colocado chumbinho, veneno ou qualquer substância escondida no açaí. “Ficou difícil, diante dos fatos e da lei, manter essa prisão. Mas quem vai decidir é a juíza”, disse o promotor. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca